ANÁLISES DO ACIDENTE NA CSN

Domingo, 20 Março 2016 15:34
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Hoje a equipe NRFACIL trás um artigo sobre a análise do incidente ocorrido a poucos dias na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Vamos ver também um Datashow sobre GESTÃO DE RISCOS PARA PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E EXPLOSÃO.



      


Hoje a equipe NRFACIL traz um artigo sobre a análise do acidente ocorrido a poucos dias na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Vamos ver também um Datashow baseado em tradução especializada do site OHS online sobre GESTÃO DE RISCOS PARA PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E EXPLOSÃO.



O Acidente

Quatro funcionários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) ficaram feridos em um incêndio na noite de sexta-feira (25/03/2016), na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, RJ.



Indústria Siderúrgica e a Segurança do Trabalho: Fiscalização

A ocorrência de acidentes de trabalho é um item bastante discutido no setor siderúrgico pois a atividade de siderurgia inclui uma grande variedade de processos industriais. Considerando a diversidade de atividades, processos industriais e riscos existentes, a realização de uma inspeção por Auditores Fiscais do Trabalho (AFT) em uma indústria siderúrgica deve ser baseada nos princípios de auditoria fiscal. A atenção a um dos riscos isoladamente ou a verificação do cumprimento pelas empresas de itens da legislação sobre segurança e saúde no trabalho, como por exemplo, das Normas Regulamentadoras, não devem ser utilizados como os principais instrumentos para a inspeção de uma siderúrgica. Sempre que possível as siderúrgicas devem ser inspecionadas por equipes de AFT, os quais devem solicitar, quando necessário, o apoio de outros órgãos, entidades ou instituições, como Ministério Público, FUNDACENTRO, Secretarias de Saúde e INSS. 




(Foto: Divulgação/WhatsApp TV Rio Sul)       

 

Raio-X

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, o acidente aconteceu em uma tubulação do setor de zincagem, onde as bobinas de aço recebem uma camada de zinco. A pintura  e a zincagem por imersão a quente ou galvanização a fogo são os procedimentos mais usados para proteção da estrutura contra corrosão. A galvanização consiste no recobrimento da superfície do aço por uma camada de zinco, obtido pela imersão das peças em grandes cubas com zinco fundido a aproximadamente 450ºC.

Embora o aço seja um material incombustível, suas principais propriedades mecânicas degeneram-se consideravelmente em altas temperaturas, com a redução da resistência ao escoamento e do módulo de elasticidade com o aumento da temperatura (relação entre a propriedade em temperatura elevada e a propriedade à temperatura ambiente, tomada igual a 20°C).

As reduções de resistência e rigidez se tornam um problema real quando ocorre um incêndio, situação em que a temperatura do aço normalmente supera 400°C, e pode ocorrer um colapso em decorrência da estrutura perder a capacidade de suportar as ações atuantes.


A zincagem por imersão a quente ou galvanização a fogo são os procedimentos
mais usados para proteção da estrutura contra corrosão

 

Para uma estrutura submetida a incêndio, a temperatura do aço sob a qual se dá o colapso denomina-se temperatura crítica. Se a estrutura estiver dimensionada para total aproveitamento do material (sem folga), a temperatura crítica situa-se geralmente entre 500°C e 700°C. Na prática, essa temperatura muitas vezes supera os 700°C, pois quase sempre, quando ocorre um incêndio, a estrutura não está sujeita a seu carregamento total, além de ser muito comum existir folgas no dimensionamento.



Em algumas situações, há necessidade de se proteger a estrutura contra incêndio, para que a temperatura atingida pelo aço não alcance seu valor crítico. Tal proteção é feita usando materiais apropriados, normalmente tendo em sua composição gesso, vermiculita, fibras minerais ou produtos cerâmicos. Esses materiais costumam ter a forma de argamassa, a qual é jateada em toda a superfície exposta dos elementos estruturais, ou de placas rígidas, as quais são montadas em volta dos elementos. No primeiro caso, a proteção é denominada tipo contorno, e no segundo, tipo caixa.


 

Alvenarias contornando pilares e embutimento de pilares e vigas em concreto são proteções clássicas. As alvenarias em volta dos pilares continuam sendo muito usadas até hoje, ao passo que o embutimento de elementos em concreto é pouco racional e praticamente não é mais empregado.



Quando o prédio possui estrutura metálica aparente, e essa estrutura precisa ser protegida contra incêndio, para atender a exigências arquitetônicas pode ser usada tinta intumescente. Tal tinta, aplicada em película de 55 micrometros a 2500 micrometros de espessura, ao ser submetida ao calor, tem sua espessura aumentada entre 20 e 30 vezes, passa a apresentar um aspecto esponjoso e funciona como eficiente material de proteção contra incêndio, conforme ilustra a figura 1.24. Além disso, permite que sobre ela seja aplicada uma pintura de acabamento, de modo que a estrutura fique com a cor final desejada. Como exemplo, no Centro Empresarial do Aço foi usado este tipo de tinta, com pintura de acabamento na cor prata metálico.



Uma maneira de reduzir o problema é o uso de aços resistentes ao fogo que, em virtude de suas composições químicas, apresentam degenerescência das propriedades mecânicas com a elevação da temperatura menos acentuada que a dos demais aços. Assim, a proteção contra incêndio pode ser eliminada ou, na pior das hipóteses, reduzida. No entanto, em praticamente todo o mundo, esses aços apresentam custo pouco competitivo e têm sido raramente empregados.

 

NRs

Contextualizando com a nossa realidade normativa, selecionamos 4 NRs destacando os conteúdos principais. São as NRs 10, 18, 20 e 23. 


A NR-10 (Eletricidade) trata de forma específica sobre a proteção contra incêndio e explosão. 

A outra NR é a 18 (PCMAT), chamando a atenção para os altos riscos de acidentes deste tipo, inclusive na necessidade de manter equipes treinadas e disponíveis para o combate ao fogo.

Abrindo a Pasta da NR-18, veja no item do Remissivo relacionado ao assunto:

a NR-20 (INFLAMAVEIS E COMBUSTÍVEIS) que menciona os riscos de vazamentos, derramamentos, incêndios, explosões e emissões fugidias, exigindo a elaboração de um Plano para contemplar a prevenção e controle dessas eventualidades.

Abrindo a Pasta da NR-20, encontramos um item para a abordagem específica dessa situação:

E, finalmente, a NR-23:

 
E que tal agora falarmos sobre GESTÃO DE RISCOS PARA PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E EXPLOSÃO? veja um Datashow baseado em tradução especializada do site OHS online.



Hoje o NRFACIL trás um artigo sobre Prevenção e Combate a Incêndios, com foco no Setor Siderúrgico, buscando analisar o incidente ocorrido a poucos dias na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

O Acidente

Quatro funcionários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) ficaram feridos em um incêndio na noite de sexta-feira (25-03-2016), na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, RJ.

Indústria Siderúrgica e a Segurança do Trabalho

A ocorrência de acidentes de trabalho é um item bastante discutido no setor siderúrgico pois a atividade de siderurgia inclui uma grande variedade de processos industriais. Considerando a diversidade de atividades, processos industriais e riscos existentes, a realização de uma inspeção por Auditores Fiscais do Trabalho (AFT) em uma indústria siderúrgica deve ser baseada nos princípios de auditoria fiscal. A atenção a um dos riscos isoladamente ou a verificação do cumprimento pelas empresas de itens da legislação sobre segurança e saúde no trabalho, como por exemplo, das Normas Regulamentadoras, não devem ser utilizados como os principais instrumentos para a inspeção de uma siderúrgica. Sempre que possível as siderúrgicas devem ser inspecionadas por equipes de AFT, os quais devem solicitar, quando necessário, o apoio de outros órgãos, entidades ou instituições, como Ministério Público, FUNDACENTRO, Secretarias de Saúde e INSS.

O sistema tem de ser especificado de acordo com as normas técnicas usuais, em que se consideram a qualidade do revestimento, os tratamentos prévios da superfície (jato abrasivo, desengraxamento, decapagem, fluxagem) e a necessidade de inspeção de qualidade rigorosa.


 
 
 
Veja também:
 
 
Lido 3033 vezes Última modificação em Domingo, 03 Abril 2016 04:25

8 comentários

  • Link do comentário Rafael Mendes Terça, 03 Maio 2016 17:47 postado por Rafael Mendes

    triste realidade

  • Link do comentário beer_soap Sexta, 08 Abril 2016 20:40 postado por beer_soap

    e ainda tem gente que diz que privatização é o melhor caminho... gringo não ta nem ai, só quer saber de explorar e ganhar dinheiro

  • Link do comentário Edcarlos Quinta, 07 Abril 2016 20:53 postado por Edcarlos

    muito bom.........

  • Link do comentário Breno Dargains Domingo, 03 Abril 2016 07:44 postado por Breno Dargains

    muito boa análise

  • Link do comentário Eng. Marcelino Terça, 29 Março 2016 08:52 postado por Eng. Marcelino

    galera vamos manter o foco em segurança... nada contra opinião de ninguém mas chororo com vies politico economico etc não é a idéia do site muito menos desse artigo, FICA A DICA.........

    aff

  • Link do comentário Agner Oliveira Terça, 29 Março 2016 08:45 postado por Agner Oliveira

    tomara que feche as portas pois esta empresa faz de nossa cidade a mais poluida do estado do rio e os seus funcionarios trabalham em troca de esmolas e nao de salario!!

  • Link do comentário Agner Oliveira Terça, 29 Março 2016 08:28 postado por Agner Oliveira

    estava escrito nas estrelas, só não viu quem é cego. Não precisa ser 1 economista ou administrador de empresas formado em Oxford ou Harvard pra saber que o final seria este, e agora vão colocar a culpa na crise econômica, alta do dólar, etc, etc … etc. Uma empresa que durante 20 anos não investe e faz o contrário ( leia reportagem da Veja onde Steibruch diz que só 1 louco investiria no Brasil ), sucateando seu patrimônio e desmontando linhas de produção, tá querendo o quê ? Uma empresa que desmonta seu corpo técnico de empregados entregando-os a empresas concorrentes, dando prioridade a mão de obra terceirizada e barata, tá querendo o quê ? Uma empresa que tem como presidente 1 inimigo da sociedade em geral : empregados, governos municipal, estadual, federal, tá querendo o quê ? Toda economia passa por turbulencias, altos e baixos, EUA estão se recuperando de uma e metade da Europa também se recupera e outra se aprofunda, sempre foi assim e sempre será e pra nós não é diferente. Fica a pergunta : Onde estavam os economistas, as Mirias Leitão da vida da CSN que não foram capazes de prever e evitar que a empresa chegasse a tal ponto ? O problema da CSN é problema de gestão, políticas empresarial equivocadas adotadas durante esses anos. Os especialistas dizem que o tempo de vida de 1 empresa é de 100 anos, com a atual administração não dura mais que 3. A CSN durante 20 anos acumulou lucros em cima de lucros, mas em contra partida acumulou empréstimos e dívidas, só cego pra não ver que a bolha ia estourar … Para a empresa, empregados e sociedade em geral, o melhor é que não se venda só parte dos ativos não, o ideal é a empresa mude de dono … Que a empresa passe para as mãos de pessoas do ramo siderúrgico, mais competentes como GERDAU, VOTORANTIN, etc, etc.

  • Link do comentário Mariana Santos Segunda, 28 Março 2016 13:45 postado por Mariana Santos

    Olá gostaria de ajuda com a NR 33 referente a espaço confinado na questão de prevenção e controle de incêndio e explosão no espaço confinado.
    Obrigada.

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