(NR-35) COMPARANDO EQUIPAMENTOS PARA O TRABALHO EM ALTURA

Sábado, 25 Abril 2015 07:05
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Este post é uma tradução de artigo publicado na OHS on line em que o autor analisa e compara equipamentos para o trabalho em altura identificando as principais disfuncionalidades e riscos no uso de escadas e andaimes. Para o autor, os elevadores móveis ou de tesoura, devem se tornar os equipamentos preferenciais para economizar tempo, aumentar a produtividade e minimizar os riscos mais comuns de acidentes no trabalho em altura. A longo prazo os custos desses equipamentos serão pagos pela eficiência, segurança e produtividade.

(Tradução e Contextualização: Prof. Samuel Gueiros)

 



 

NAO SACRIFIQUE SEGURANÇA POR PRODUTIVIDADE

As pessoas geralmente são tentadas a se acomodar com ferramentas e riscos causadores de lesões corporais apenas para salvar tempo e energia.

Essa tentação se aplica a praticamente toda as ferramentas e equipamentos, inclusive aquelas desenhadas para trabalho em altura.  

Durante séculos, escadas e andaimes tem sido as soluções mais comuns  para o trabalho em altura, como por exemplo, para ajudar Michelangelo pintar a Capela Sistina embora atualmente suas características tiveram que atender as robustas expectativas de segurança do mundo moderno.

O risco de quedas do trabalho em altura é um fato bem estabelecido. De acordo com um índice Mundial de Segurança no Trabalho, esses tipos de acidentes estão ranqueados como a quarta causa de lesões nos ambientes do trabalho e levaram a custos diretos para quase 5 bilhões de dólares em 2011.

É aqui que entram os pequenos elevadores para acessos de baixo nível. Esses dispositivos possuem inúmeras características para elevar o nível de segurança em ambientes de trabalho e prova que as opções mais tradicionais não se comparam a ela. 




Escadas podem ser classificadas de acordo com suas aplicações. A Tipo I Doméstica, Tipo II Comercial, Tipo I Industrial pesada e Tipo IA industrial as quais podem suportar até 136 quilos. Se a carga de trabalho exceder - (por exemplo, se um trabalhador decidir usar uma escada doméstica enquanto instala equipamentos pesados) - a escada pode quebrar sob a combinação do peso do trabalhador, ferramentas e materiais, e assim causar um acidente grave. 


 

Em relação a escadas, a seleção do peso correto também é crítico. Se a escada é muito curta, ela pode tentar o trabalhador a ignorar precauções de segurança levando-o a ficar no topo ou se esticar além dos trilhos, o que poderá ocasionar uma queda. Uma escada muito alta pode levar a uma montagem incorreta sobre a parede e fazê-la deslizar embaixo do trabalhador visto que pode não haver suficiente atrito para mantê-la no lugar.


Entretanto, digamos que você selecionou o tipo certo de escada para o trabalho. Vem o desafio de colocá-la de forma apropriada. Recomenda-se que a escada esteja a 1/4 de distância da área de trabalho em relação à parede. Por exemplo, se você sabe que altura da parede é cerca de 12 metros, a base da escada deve estar 3 metros afastada. Recomenda-se que para acessar uma superfície elevada, o topo da escada deve estar 1 metro acima.

Além disso, existem institutos de parâmetros recomendando que escadas devem ser instaladas a um ângulo de 75 graus. Ou seja, acaba ficando  impraticável fazer medidas de acordo com essas recomendações nos ambientes de trabalho comuns, mas não observá-las pode levar a uma configuração imprópria, reduzir de forma significativa a estabilidade da escada e assim incrementar o risco de quedas.  


Se você está trabalhando em uma escada, tornar-se produtivo pode se transformar em um verdadeiro exercício de malabarismo. Quando grandes projetos como os da área de eletricidade em novas edificações requerem  a movimentação da escada assim que o trabalho progride, o trabalhador precisa escalar abaixo, desmontar a escada, carregá-la alguns metros acima, montar de forma correta outra vez, e escalar de novo para recomeçar o trabalho. 

Esse constante esforço para movimentar, escalar e ficar nos degraus, pode facilmente fatigar o trabalhador o que também aumenta o risco de quedas. 



Ainda em relação a escadas, um operador pode também exceder os limites ou fazer "andar" a escada para evitar movê-la ou para economizar esforço ou tempo. Essas irregularidades mudam o centro de gravidade podendo causar o tombamento.

 

Fazer a escada andar é outro movimento perigoso. Isto ocorre quando o usuário tenta alternar o peso de um lado para outro nos degraus para fazer a escada "andar" pra frente. O resultado é que a escada pode se inclinar para o seu próprio lado e acabe se desmontando. 


Carga lateral também pode se tornar uma preocupação de segurança. Quando um usuário em uma escada faz um trabalho que exerce força contra a parede, como por exemplo, perfuração ou serragem, a escada pode se inclinar devido a ausência de contrabalanceamento. Adicionalmente,  se o trabalhador tenta empurrar ferramentas pesadas ou materiais para a área lateral da escada, ele pode acabar  puxando a si mesmo para baixo. 



 

Enquanto andaimes podem oferecer um espaço de plataforma maior do que as escadas, eles podem ser da mesma forma bem perigosos.

 

Segundo o Ministério do Trabalho nos Estados Unidos, perto de 65% de trabalhadores na indústria da construção utilizam andaimes, que disponibilizam alturas de trabalho variáveis e grandes plataformas elevadas, onde as escadas não conseguem.

 

Mesmo assim, eles criam alguns dos mesmos desafios de segurança. Por exemplo, a segurança dos andaimes começa na configuração. Seções precisam ser corretamente montadas para disponibilizar uma estrutura estável de trabalho. Se um andaime for impropriamente construído, ele pode sofrer um colapso sob o peso os trabalhadores, ferramentas e materiais. 

 

Uma vez montado o andaime, você precisa ainda manter três pontos de contato enquanto se movimentar acima. Isto pode fazer com que o arrasto de ferramentas e materiais se torne uma tarefa perigosa. E ainda, o usuário precisa cumprir o desafio de escalar de forma segura pra dentro e pra fora do deck. Assim como na escada, a necessidade de uma escalação adicional pode aumentar a fadiga do usuário, aumentando o risco de mais deslizamentos e quedas. 

 

 

Com os andaimes, o perigo não acaba assim que o trabalhador estiver no deck. Geralmente não há nada que previna o usuário de dar um passo em falso nas laterais da plataforma. 



Em relação a andaimes, exatamente como quando utilizam escadas, operadores são tentados a sacrificar segurança por produtividade. Quando o andaime necessita de ser movido, o trabalhador precisa remover o deck, e em alguns casos, desmontar e remontar o andaime no novo local. Quando o andaime tem rodízios o usuário pode tentar "surfar" um andaime inseguro até a nova locação, colocando objetos, como tubos e outros equipamentos, ao redor da área de trabalho. Isso retira o foco do  trabalhador por onde o andaime está andando e se as rodas encontram um objeto ou uma superfície desnivelada, como uma rampa, o andaime pode tombar. 




Recomenda-se que uma avaliação completa de um ambiente de trabalho deve ser desenvolvida antes que a obra comece. Devem ser considerados fatores, tipo, como as pessoas irão acessar a obra, sua abrangência e tamanho e o ambiente de trabalho de uma forma geral.

Somente após  essa avaliação ser concluída é que os trabalhadores e gerentes de projeto irão selecionar as ferramentas adequadas e equipamentos para o trabalho.

Quando elevadores forem parte desse ferramental, lembre-se que é necessário uma inspeção diária e antes de cada utilização. É importante ter um profissional em elevadores para realizar uma inspeção anual. Essa inspeção vai manter os usuários seguros em caso de serem identificados quaisquer problemas mecânicos que podem aparecer durante a utilização do equipamento.

Utilizando elevadores móveis mais do que escadas e andaimes, os trabalhadores e gerentes de projetos podem continuar somando ganhos em segurança e produtividade. E podem se tornar confiantes em saber que é mais importante a competência de um trabalho de mestre do que tão somente o projeto final. Isto significa o tempo e as pessoas que foram poupadas para a finalização do trabalho. 

Autor:

Justin Kissinger
graduado pela Escola de Engenharia de Milwaukee, especialista em montagem, engenharia, serviço e vendas em uma indústria de elevadores trabalhando desde 2007 na maioria de feiras de negócios na área de elevadores. Artigo publicado originalmente na Revista Occupational Health and Safety (OHS on line)

Tradução:



 

 

Lido 10351 vezes Última modificação em Segunda, 27 Abril 2015 21:10

10 comentários

  • Link do comentário Jair Técnico de Segurança Terça, 28 Abril 2015 16:12 postado por Jair Técnico de Segurança

    mt boa esta tradução, aguardo novas traduções e artigos sobre assuntos em seg!!!!!! por favor mandem por e-mail quando houver novidades neste site jairfonsecatst@icaro.com.br

  • Link do comentário Lindomar França Terça, 28 Abril 2015 01:25 postado por Lindomar França

    Boa noite,
    Gostei do assunto e suas recomendações...NR-35 deve ser discutida a todo instante para garantir a segurança de todos os trabalhadores envolvidos.

  • Link do comentário Cícero Dias Segunda, 27 Abril 2015 23:30 postado por Cícero Dias

    Boa matéria.

  • Link do comentário cunha Segunda, 27 Abril 2015 20:20 postado por cunha

    Obrigado

  • Link do comentário Yara Bressan Segunda, 27 Abril 2015 19:11 postado por Yara Bressan

    Onde encontro no site informações sobre congressos, cursos e eventos em segurança do trabalho?

  • Link do comentário Roger Segurança no Trabalho Segunda, 27 Abril 2015 18:48 postado por Roger Segurança no Trabalho

    Muito bom este material. Abraços.

  • Link do comentário Francisco Xavier Segunda, 27 Abril 2015 16:39 postado por Francisco Xavier

    me add no what app Francisco 61 99382-7361

  • Link do comentário silvana macedo Segunda, 27 Abril 2015 13:13 postado por silvana macedo

    adoreii mt bom..;)

  • Link do comentário leco prev Segunda, 27 Abril 2015 12:05 postado por leco prev

    muito bom parabéns! Gostaria de ler um futuramente abordando os tipos de escadas e as formas como trabalhar com cada um delas em alguns dos principais tipos de trabalho em que são utilizadas seria; interessante ver uma abordagem sobre esse assunto de boa qualidade como essa . Obrigado mais uma vez.

  • Link do comentário Sávio Pereira Segunda, 27 Abril 2015 11:16 postado por Sávio Pereira

    Boa dia! Caro colega, esse assunto sempre é muito bem vindo, parabéns pelo material de alto nível.

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